23/01/2013 - Sem categoria

Sangramento Nasal

Sangramento Nasal

A epistaxe, nome técnico dado ao quadro de sangramento nasal, é a urgência otorrinolaringológica mais frequente. Mais da metade das pessoas já apresentou algum tipo de sangramento nasal durante a vida.
A maior parte destes sangramentos é de leve intensidade, e geralmente são controlados mesmo sem o suporte médico. Porém, em alguns casos somente a intervenção do especialista consegue conter a hemorragia.
O sangramento do nariz pode ocorrer tanto em adultos, como em crianças. Nos pequenos, geralmente os quadros são mais leves. Já nos adultos e principalmente nos idosos, estes sangramentos tendem a ser um pouco mais intensos, e muitas vezes sofrem interferência de condições sistêmicas, como por exemplo distúrbios de coagulação e hipertensão arterial.
A facilidade de sangramento do nariz, se dá pelo fato de este ser um órgão extremamente vascularizado.  A função de umidificar e aquecer o ar que inspiramos, faz com a mucosa nasal necessite de muita quantidade de sangue circulando. Este sangue é fornecido principalmente pela artéria esfenopalatina, artéria facial e artérias etmoidais anterior e posterior.
Tão importante quanto o controle da epistaxe, é a identificação da sua causa, que pode variar bastante. 
– Causas locais – Rinites, sinusites, trauma nasal, cirurgias, perfuração de septo, uso de cocaína, corpo estranho, tumores benignos e malignos e fatores climáticos.
– Causas sistêmicas – uso de anticoagulantes, coagulopatias, hipertensão arterial, leucemias e insuficiência hepática.
Os casos mais leves, que perfazem a maioria dos casos geralmente são controlados com medidas locais: hidratação da mucosa, controle da causa, tamponamento ou cauterização química.
Naqueles quadros mais intensos, o médico otorrinolaringologista pode lançar mão do tratamento cirúrgico. A técnica mais utilizada para este fim é o da cauterização endoscópica da artéria esfenopalatina (ramo da artéria maxilar). Em raros casos, a embolização via angiografia, pode ser uma alternativa no tratamento.

Fonte: Otorrinolaringologia – Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar  
UNIFESP/Escola Paulista de Medicina
Yotaka Fukuda – Editora Manole

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